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Fim da escala 6x1 na logística e transporte: calcule o custo da jornada 5x2

Centros de distribuição, transportadoras e operadores logísticos costumam funcionar em média 16 horas por dia, distribuídas em dois ou três turnos, com cerca de 3 postos simultâneos cobrindo recebimento, conferência e expedição de cargas. A escala 6x1 é amplamente usada no setor porque permite manter armazéns e docas operando seis dias por semana com um quadro enxuto. Se a PEC do fim da escala 6x1 for aprovada pelo Senado, cada colaborador passa a ter duas folgas semanais e a jornada cai para 42 horas na fase de transição e 40 horas em definitivo — o que reduz a disponibilidade de horas por funcionário e exige reorganizar os turnos. Vale lembrar que motoristas profissionais têm jornada regida por regras próprias da Lei 13.103/2015, com tempos de direção e descanso específicos que se somam a essa conta. Use a calculadora abaixo — já configurada com os parâmetros típicos de logística — para comparar o custo de contratar versus pagar horas extras.

Cenário típico do setor

Exemplo de impacto

Uma transportadora com 15 funcionários na escala 6x1 (16h/dia, 3 postos) que migra para a 5x2 precisa cobrir os turnos descobertos pelas novas folgas. Contratar 3–5 funcionários adicionais custaria cerca de R$ 9.000–R$ 18.000/mês no Simples Nacional ou R$ 14.000–R$ 27.000/mês no Lucro Presumido, considerando salário médio de R$ 2.000 mais encargos. Pagar horas extras para a equipe atual representaria R$ 3.000–R$ 6.000/mês adicionais em dias úteis (adicional de 50%), com valor maior em domingos e feriados (100%) — sempre respeitado o limite legal de 2 horas extras por dia. A calculadora compara os dois cenários para o seu número de postos e turnos.

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Perguntas frequentes

O fim da escala 6x1 afeta os motoristas da minha transportadora?+

Os motoristas profissionais têm a jornada regida pela Lei 13.103/2015 (Lei do Motorista), que define tempos de direção, intervalos e descanso específicos. A PEC do fim da escala 6x1 trata da jornada semanal e das folgas no regime geral da CLT; se promulgada, a redução para 40 horas e as duas folgas semanais se somam às regras já existentes para motoristas, o que pode exigir mais profissionais para manter as mesmas rotas. A calculadora estima o impacto sobre o quadro de pessoal em geral; situações específicas de motoristas devem ser validadas com o contador.

Como o adicional noturno entra no custo de armazéns que operam à noite?+

O adicional noturno de 20% incide sobre as horas trabalhadas entre 22h e 5h (art. 73 da CLT), e a hora ficta noturna de 52min30s faz cada hora física noturna valer mais na contagem. Em uma hora extra noturna, os fatores se combinam: 1,20 × 1,50 = 1,80 em dias úteis e 1,20 × 2,0 = 2,40 em domingos e feriados. Para centros de distribuição que dependem do turno da madrugada, esse custo é determinante na decisão de contratar mais gente ou redistribuir turnos.

Transportadora no Lucro Real paga mais encargos do que no Simples Nacional?+

Sim. No Lucro Real e no Lucro Presumido, os encargos de folha (INSS 20% + RAT × FAP + Terceiros ~5,8% + FGTS 8% + provisões) elevam o custo total para 60%–80% sobre o salário bruto. No Simples Nacional, o custo adicional na folha fica em 33%–40%, porque INSS patronal e Terceiros já estão embutidos no DAS. Como muitas transportadoras de maior porte estão no Lucro Real, o impacto das novas contratações tende a ser mais alto.